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Parcas

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ParcasEditar

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Diferentes no nome, iguais na função, as Moiras são três irmãs incumbidas de determinar o destino dos seres humanos e até dos deuses, fabricando, tecendo e cortando o que seria o fio da vida de todos os indivíduos. Durante o trabalho, fazem uso da Roda da Fortuna, que é o tear utilizado para se tecer os fios; as voltas da roda posicionam o fio do indivíduo em sua parte mais privilegiada (o topo) ou em sua parte menos desejável (o fundo), explicando-se assim os períodos de boa ou má sorte de todos. As Moiras eram filhas de Nyx, irmã de Gaia e personificação da noite. Os poetas da Antiguidade descreviam-nas como donzelas de aspecto sinistro, de grandes dentes e longas unhas. Cloto (fiar em grego) segurava o fuso e tecia o fio da vida; Láquesis (sortear em grego) puxava e enrolava o fio; e por fim, Átropos (afastar em grego) cortava o fio da vida.

Entre os romanos, as Moiras eram conhecidas como Parcas, chamadas Nona (presidia a gestação e nascimento), Décima (crescimento e desenvolvimento) e Morta (a morte). Se as Parcas são onipotentes na decisão dos fatos que nos devem suceder, parece que nem sempre fixam a época em que suas decisões devem realizar-se. Alteia, mulher de Enéias, rei de Calidon, tinha um filho chamado Meleagro. Sete dias após o nascimento do menino, as Parcas foram até a mãe prevendo que ele não viveria mais do que um tição (ferro usado para atiçar as chamas de uma lareira) que naquele momento se achava no fogo. Alteia retirou imediatamente o tição do fogo e guardou-o cuidadosamente num cofre. Quando Meleagro atingiu a idade adulta, Diana, que o rei de Calidon esquecera num sacrifício, mandou ao país um horrendo javali para devastá-lo. As plantações de trigo são arruinadas, as vinhas destruídas, as oliveiras abatidas com os seus frutos.

Meleagro, em busca de prestígio, resolveu exterminar o javali e foi acompanhado pelos heróis Cástor e Pólux, Jasão, Teseu, Piritos, Laeste, e os tios de Meleagro, Toxeu e Plexipo. Entre os caçadores havia uma jovem de admirável beleza e coragem, Atalanta, que logo conquistou o coração de Meleagro. O jovem acaba matando o javali. Depois da vitória, esfola o monstro, volta-se para Atalanta, e oferece-lhe a pele e a cabeça do javali. Os demais caçadores não suportam a ideia de que uma mulher conquiste glória maior que a deles. Então, os dois tios de Meleagro atiram-se contra Atalanta para lhe arrancar a pele que ela acaba de receber. Ao ver aquilo, Meleagro agarra a espada e mata seus dois tios, salvando a bela moça. Alteia, mãe de Meleagro, fora agradecer aos deuses a vitória obtida pelo filho; no caminho, encontra os corpos dos dois irmãos que estavam sendo levados para Calidon. Diante deles, abandona as vestes de cerimônia, cobre-se de luto e faz ressoar os gritos e os gemidos pela cidade. Mas quando sabe que o assassino era seu filho, pega o tição fatal que antes guardara tão cuidadosamente e o lança ao fogo.

Meleagro, no mesmo instante, começa a passar mal, e sua dor aumenta à medida que o tição arde. Quando este é inteiramente consumido, o rapaz exala seu último suspiro. Alteia, não podendo conviver com sua terrível decisão, comete o suicídio. Mais uma vez, as Parcas acertaram a previsão.

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